sexta-feira, 20 de junho de 2008

O tempero dá sabor a vida


O tempero dá sabor a vida,

Sem este não existe felicidade;

A receita não pode ser lida,

Alguém a roubaria por maldade.


Como aquele que vive uma história,

Á sua moda confecciona a refeição

Guardando truques na memória

Que agradam ao paladar do coração.


Cozinha as histórias,

Deixa apurar o amor,

Emancipado de memórias,

Pouco clemente na dor.


Integra a felicidade,

Mas esta não vai mudar;

É crescente como a saudade

E se é especial, vai marcar.


Tanto na culinária como no amor

É no refogado que está a ciência,

Como a intensidade do calor

Para apurar e sentir a eloquência.


Cozinhar uma refeição não vai passar,

Da realização do filme com cabimento

Em que as personagens vão entrar

Cada qual em seu momento.


Qualquer filme tem um argumento,

Por assim dizer, tem uma história

Faz o teu caminho e toma tento

E se necessário dá a mão a palmatória.


Ó mundo, ... já não és o que eras,

Devido ao cultivo de maus valores;

Maus produtos, alimentos beras,

Degradação da simbiose dos sabores..


Mik Moura

sábado, 7 de junho de 2008

A cidade é um chão de palavras pisadas



A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.

A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.

Ary dos Santos

Sou de outras coisas


Sou de outras coisas
pertenço ao tempo que há-de vir sem ser futuro
e sou amante da profunda liberdade
sou parte inteira de uma vida vagabunda
sou evadido da tristeza e da ansiedade


Sou doutras coisas
fiz o meu barco com guitarras e com folhas
e com o vento fiz a vela que me leva
sou pescador de coisas belas, de emoções
sou a maré que sempre sobe e não sossega


Sou das pessoas que me querem e que eu amo
vivo com elas por saber quanto lhes quero
a minha casa é uma ilha é uma pedra
que me entregaram num abraço tão sincero


Sou doutras coisas
sou de pensar que a grandeza está no homem
porque é o homem o mais lindo continente
tanto me faz que a terra seja longa ou curta
tranco-me aqui por ser humano e por ser gente


Sou doutras coisas
sou de entender a dor alheia que é a minha
sou de quem parte com a mágoa de quem fica
mas também sou de querer sonhar o novo dia


Fernando Tordo

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Sementinha



Em tempos, simpatizei com alguém

por desespero ou negação
Fez-me entender que sem
Alegria, viver é uma ilusão.

Quando escrevo, vou-me inspirando
em uma pessoa quase sempre
Ao longo do caminho vai variando
Os nomes, mas a imagem é única na mente

Já lá vai um, ou dois pares de anos
desde que isso me acontece
O Coração sofre como os panos
A serem esfregados, mas não merece

Maio 2008
Mik

terça-feira, 13 de maio de 2008

Dez centímetros de distância



Olhar-te de perto

Vislumbrar a ternura
Rumar para o incerto
Medo que adormeça a doçura

Viver esse momento
É deixar-se levar
Por um sentimento
Que começa a brotar

Quase nada é ligeiro
No que toca ao coração de um ser.
- Procura a calma companheiro.

O amor vai prevalecer
Se é sentimento verdadeiro
Não vai assim padecer.

Maio 2008
Mik

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Ha um lugar


Há um lugar dentro de mim

onde guardo tudo sobre ti

pensamentos, recordações

ensinamentos, muitas canções


sorrisos amargos, beijos delicados,

toque de ternura a caminho da Manchúria,

realidades passadas, laminas bocadas

pela erosão, "no deserto de um coração"

em muito sofrido, em nada fingido,

tímido rapaz fixando um cartaz

ignorando o cinismo, um crente comunismo

de um idealista renovador, recatado trovador,

apaixonado, "mas não amado".


Caminha feliz pelo trilho pisado

Sem ambição para acreditar,

Sem a força para conquistar

O forte que fora abandonado


Aspiração de mudança, coração de criança

Por muitos querido, "por poucos desejado"

Coração partido, pintor desajeitado

Tela trespassada, por seta sem esperança

Mik Moura

terça-feira, 8 de abril de 2008

Lágrima de preta



Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

A Sílaba



Toda a manhã procurei uma sílaba.

É pouca coisa,é certo:uma vogal,

uma consoante,quase nada.

Mas faz-me falta.Só eu sei

a falta que me faz.

Por isso a procurava com obstinação.

Só ela me podia defender

do frio de janeiro,da estiagem

do verão.Uma sílaba.

Uma única sílaba.

A salvação.

de Ofício de Paciência


Eugénio de Andrade

quarta-feira, 26 de março de 2008

Verdade Obscura



A verdade obscura
no entendimento do ser,
uma vida de procura
e a busca do saber.

O tempo fora criado
para uma marcação temporal,
o viver fora retalhado
por um machado cerebral.

O tributo é prestado
na hora da despedida
por ter atingido o estado,
de pronto p'ra partida.

O momento parece certo,
por uma comparação histórica;
sempre de coração aberto
era uma bondade maçónica.

A cultura era uma virtude
tinha arte com a lapiseira
diálogos grandes como um talude
sobre tudo, incluindo a papeira.

Dois ramos da descendência nasceram
certo é que foram bem educados
com o tempo amadureceram
um deles já deu frutos, bem cuidados

À cabeceira, as velas e a cruz;
nos pés, a água abençoada;
o povo rodeia o caminho da luz
de uma pessoa muito desejada.

As linhas que são talhadas
caminham com a sinceridade,
vêm marcar suas passadas
no ribeiro da saudade.

Muitos de ti gostavam,
viu-se na hora da despedida
outros também te amavam
e amam sem contrapartida.

Mik Moura

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

FUMO

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!

Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...

Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!...

Florbela Espanca

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Combate da Verdade


Combate da Verdade


Parte 1


A vida é uma guerra,

em que as facções

lutam pela terra,

como verdadeiros peões.


As vidas não são tiradas

no entanto, como se fez

decisões são tomadas

esquecendo valores de vez.


General que nem tem

sabedoria de um soldado,

decisão tomada como é quem

pela copeira influenciado.


A atitude do progenitor

prevalece sobre a razão

dum general meigo, sem dor,

ser bruto, mas sociável de atenção.


Marechal esforçado,

macio de natureza,

observa destroçado

a incompetência tesa.


Sem estratégia nem rigor,

o general estava perdido,

sem o bom senso do instrutor,

o exército enfraquecido.


Parte 2


O frio congela a água,

esta guerra acabou,

no exercito pesa a mágoa

de um general que desertou.


Não abandonou a farda,

o exercito não deixou,

enquanto burro larga albarda,

toda a credibilidade apagou.


Continua convicto e feliz

de que tudo corre bem,

tem o que nunca tanto quis

mas o respeito perdeu também.


Só faltava levar um cão,

quem sabe talvez um gato,

a família junta-se depois do serão,

mas também vai toda pró mato.


No fundo isto não passava

de ideias do nosso general.

sobe o assunto dormitava

depois, informava o pessoal.


Aos poucos vai demonstrando

uma incompatibilidade banal,

o tempo vai-se passando

e a melhora não é habitual.


Apesar de não ser tenente

em tempos foi soldado,

pesa-me com muita solidão

o rumo que foi tomado.


Roberto de Brito

sábado, 17 de novembro de 2007

Equilibrio

Com o nascimento
brota a simplicidade,
de viver o momento
e sentir a saudade.


Saudade, uma palavra
para depois conhecer,
como burro que lavra
para sabedoria crescer.


O tempo passou
e ele cresceu,
o mundo mudou
e algo aprendeu:


"Que ai foi captada,
a essência da vida;
uma linda fachada
ou realidade perdida."


O Aprender a cada dia,
Faz a criança crescer;
Um adolescente seria,
Quando homem aspirar ser.


Com muito brio
sempre tentara
atingir o equilíbrio,
repentinamente notara:


"As pessoas já tinham sido
quem pareciam querer ser,
um coração esculpido
em bosta, de bom parecer.


Sociedade passada
tem influência no ser;
a inocência roubada,
sem o seu parecer."


Mik Moura

17-11-2007

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Ser poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

Verdes são os campos



Verdes são os campos,

De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Princesa do Setentrião


Um olhar acriançado
e majestosa canção
sentida no momento,

despertou o parado
e dorido coração
num compassado movimento.


A simpatia nasceu
ao ver a beleza,
da facial expressão

que me enterneceu,
com tanta riqueza

e despertou a paixão.

A aproximação, um acontecimento
decididamente demorado
devido a um sentimento

que em Portugal, é fado.

Mik Moura
20-10-07

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Adeus Companheiro
































Ratinho Zoba, o original

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O anjo Existe


Acordar cheio de esperança,

ver para sorrir,

o olhar como criança

depois da sombra partir.


Na lenta aproximação

de um compassado movimento,

um futuro de duração

cresce em sentimento.


Acompanhados de uma canção

repleta de ternura,

apura a intenção

de encher um beijo de doçura.


Com o toque no rosto

o anjo desperta,

o tributo é posto

num sorriso de alerta.


Um simples olhar

mutuo em carinho

veio a dar lugar

a um abraço apertadinho.


Nasceu da redundância

uma ligação resistente,

a saudade da distancia

quase do sol nascente.


O futuro é incerto,

mas a esperança fortalece

um coração aberto,

a algo que não padece.


Entretanto desconfiei

de que algo se passava,

é óbvio que sonhei

acordado e sozinho eu estava.


Os sonhos do mundo

foram feitos pra encorajar

duas pessoas, no fundo

simplesmente a tentar.


A terra a girar

anda no sentido errado,

gostava de poder passar

tempo por ti acompanhado.


Mik Moura

17-10-2007

Inspirador ???













http://www.youtube.com/watch?v=yx7S0QQkfKg

http://www.youtube.com/watch?v=ZacJA5rvptU

Aventura Paralela

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O que é um Amigo?


Um simples amigo nunca te viu chorar.

Um amigo de verdade tem os ombros molhados pelas tuas lágrimas.


Um simples amigo não sabe o nome dos teus pais.

Um amigo de verdade tem o telefone deles na agenda.


Um simples amigo traz uma garrafa de vinho para a tua festa.

Um amigo de verdade chega cedo, ajuda a cozinhar e fica mais

tarde para ajudar a limpar.


Um simples amigo odeia quando tu ligas depois de ele se ter

deitado.

Um amigo de verdade pergunta porque demoraste tanto para ligar.


Um simples amigo quer conversar sobre os seus problemas.

Um amigo de verdade procura ajudar-te nos problemas.


Um simples amigo, ao visitar-te, age como uma visita.

Um amigo de verdade abre o frigorífico e serve-se sozinho.


Um simples amigo pensa que a amizade acabou depois de uma

discussão.

Um amigo de verdade sabe que não se acaba a amizade na primeira briga.


Um simples amigo espera que estejas sempre para ele.

Um amigo de verdade espera sempre estar para ti!



Autor Desconhecido

A Simplicidade do Jogo


A dúvida criou,

a simpatia renovou

a vontade de falar

com o cigarro a acompanhar.


A primeira a correr

de seguida a andar

fácil agora pode ser,

basta relaxar.


Começo a entender

a simples indiferença,

que esta a vender

para minha crença.


A sedução na pose,

um olhar mimado

depressa a teia coze

pró jogo desequilibrado.


Ela já começou

depressa vou perder

treinar também faltou

e a estratégia de vencer.


Mik Moura

07-2007

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Dor de Alma

Meu pratinho de arroz doce
polvilhado de canela;
Era bom mas acabou-se
desde que a vida me trouxe
outros cuidados com ela.


Eu, infante, não sabia
as mágoas que a vida tem.
Ingenuamente sorria,
me aninhava e adormecia

no colo da minha mãe.


Soube depois que há no mundo
umas tantas criaturas
que vivem num charco imundo
arrancando arroz do fundo
de pestilentas planuras.


Um sol de arestas pastosas
cobre-os de cinza e de azebre

à flor das águas lodosas,
eclodindo em capciosas
intermitências de febre.


Já não tenho o teu engodo,
Ó mãe, nem desejo tê-lo.
Prefiro o charco e o lodo.


Quero o sofrimento todo,
Quero senti-lo, e vencê-lo.


António Gedeão

"Poeta castrado não!"


Serei tudo o que disserem

por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma
coragem
uma alegria serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já se não fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;

um filho que vai nascer
parido por asfixia?!

- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:

Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.

Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Ary dos Santos

A vida de Robert


Em 22 de Fevereiro nasceu

Do Robert estou falando

Aos 3 anos o pai lhe faleceu

E para a maturidade foi caminhando.


Com os irmãos para o acompanhar

Eles adoravam acampar,

Montes e vales trilhavam

E quando cansados, para casa voltavam.


Na natureza BP cresceu

E a viver nela aprendeu,

Como teve de se camuflar

Para os animais estudar.


Na sua infância o escotismo foi pensado,

Na sua vida militar amadureceu.

Depois de um livro talhado,

O movimento engrandeceu.


Em 1907 oficialmente o escotismo nasceu

Para os perdidos orientar,

Uma fraternidade mundial cresceu

Para as suas ideias imortalizar.


Na felicidade BP viveu

E deixou uma mensagem a confirmar,

O seu ideal ainda não morreu

Estamos aqui para o provar.



Lobito Preto

13.12.06

Mensagem de Despedida


Acanac 2007

O 58 do 65 por entre 3000 e tal ervas no meio de mais 7000 macacos, = 10000.


Independentemente do percurso

as pedras são uma realidade.

Não percas de vista o curso

do rio da felicidade.


Lobito Preto

08-2007

domingo, 4 de novembro de 2007

O Sol e a Lua

No inicio o Tudo era escuro, então Tupan criou o Coraci para iluminar o Tudo.

Mas Coraci sentia-se só e cansado, precisava de descansar.

Quando ele fechava os olhos, o Tudo voltava a ficar escuro.

Então Tupan criou Jaci para fazer companhia a Coraci, mas quando Coraci acorda e abre os olhos ilumina o Tudo com tanta intensidade, que nunca conseguiu ver Jaci.

No entanto, não se entende bem porquê: certo dia nasceu dentro de Coraci um sentimento que os índios chamavam de DEGEITIMACATAI, que lhe era correspondido à muito tempo por Jaci.

Foi então que o Deus índio Tupan criou as estrelas para fazerem companhia a Jaci porque ela sentia-se muito só.

Logo o Tudo durante o dia fica iluminado.

E durante a noite é a tela mais linda que jamais poderá ser pintada.


Segundo consta Coraci ainda espera pelo dia em que vai poder olhar, tocar e quem sabe beijar Jaci.

"None"


"Quatro passou
e na mesma estou
o tempo cura
o tempo mistura.

Os cus a passar
e nós a comemorar
para não pensar,
para não sonhar.

Eu sei brincar
ela sabe brilhar
com o seu sorrir
com o seu olhar.

Já minha mãe dizia:

Pensar é sonhar
Sonhar é viver
Viver é sofrer
Sofrer é Amar."

Mik-Pi
03-2006