sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Combate da Verdade


Combate da Verdade


Parte 1


A vida é uma guerra,

em que as facções

lutam pela terra,

como verdadeiros peões.


As vidas não são tiradas

no entanto, como se fez

decisões são tomadas

esquecendo valores de vez.


General que nem tem

sabedoria de um soldado,

decisão tomada como é quem

pela copeira influenciado.


A atitude do progenitor

prevalece sobre a razão

dum general meigo, sem dor,

ser bruto, mas sociável de atenção.


Marechal esforçado,

macio de natureza,

observa destroçado

a incompetência tesa.


Sem estratégia nem rigor,

o general estava perdido,

sem o bom senso do instrutor,

o exército enfraquecido.


Parte 2


O frio congela a água,

esta guerra acabou,

no exercito pesa a mágoa

de um general que desertou.


Não abandonou a farda,

o exercito não deixou,

enquanto burro larga albarda,

toda a credibilidade apagou.


Continua convicto e feliz

de que tudo corre bem,

tem o que nunca tanto quis

mas o respeito perdeu também.


Só faltava levar um cão,

quem sabe talvez um gato,

a família junta-se depois do serão,

mas também vai toda pró mato.


No fundo isto não passava

de ideias do nosso general.

sobe o assunto dormitava

depois, informava o pessoal.


Aos poucos vai demonstrando

uma incompatibilidade banal,

o tempo vai-se passando

e a melhora não é habitual.


Apesar de não ser tenente

em tempos foi soldado,

pesa-me com muita solidão

o rumo que foi tomado.


Roberto de Brito

1 comentário:

r.porter disse...

Um 2008 bem recheado de bons momentos.

Beijinhos
Yo